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trauma emocional

Terapia para Trauma Emocional

A terapia psicanalítica para trauma emocional trabalha a elaboração daquilo que não pôde ser sentido, dito ou compreendido no momento em que aconteceu algo difícil. E que por isso continua agindo no presente, em forma de ansiedade, hipervigilância, entorpecimento ou padrões que se repetem.

Diferente de abordagens focadas no alívio pontual do sintoma, o trabalho psicanalítico atua na raiz: na forma como o trauma se estruturou na personalidade e nos vínculos. O atendimento é presencial, na Avenida Paulista em São Paulo, ou online para todo o Brasil e exterior.

Talvez você tenha chegado aqui sentindo algo assim

Uma sensação de estar sempre em alerta, mesmo quando nada de errado está acontecendo. Reações intensas que parecem desproporcionais, e depois a vergonha por elas. Relações complicadas que se repetem, com pessoas diferentes e o mesmo final. Ou um entorpecimento: a vida acontece, e você assiste de longe, sem conseguir sentir. 

Quem vive isso costuma ouvir que é "coisa da sua cabeça", que "já passou", que é hora de "seguir em frente". Mas o trauma emocional não obedece ao calendário.

 

O que não pôde ser sentido, dito e acolhido no momento em que aconteceu continua vivo no presente: na mente, no corpo, nos vínculos, nas escolhas que parecem não ser bem suas.

Se você se reconhece aqui, saber disso já muda algo: não é fraqueza, não é exagero, e não é permanente. Trauma psicológico tem tratamento.

O que é o trauma emocional

Lidar com traumas não significa ter que apagá-los da memória e da própria história, infelizmente isso é impossível. Ressignificar não é sempre que conseguimos sozinhos, é necessário o dialogo com o mundo lá fora para que isso aconteça. O impacto do trauma e a nossa reação emocional a ele é muito particular, assim como a sua cura.

Superar um trauma?

O trauma emocional (também chamado de trauma psicológico) é a resposta do psiquismo a uma experiência vivida como insuportável ou impossível de elaborar no momento em que ocorreu.

 

Pode nascer de um evento agudo, como um assalto, um acidente, uma perda repentina. Mas pode também se formar lentamente, em situações prolongadas de negligência afetiva, violência, humilhação ou abandono, sobretudo quando vêm de quem deveria cuidar.

Segundo pesquisas da Organização Mundial da Saúde realizadas em 24 países, cerca de 70% das pessoas vivem ao menos um evento traumático ao longo da vida, mas só uma parte desenvolve quadros como o TEPT.

 

O que faz a diferença, muitas vezes, não é o evento em si, mas a possibilidade (ou não) que a pessoa teve de elaborá-lo: ter tido alguém que visse, validasse e ajudasse a dar sentido ao que foi vivido.

Muitas vezes, o que fere não é apenas o acontecimento, mas a solidão diante dele: a ausência de uma testemunha.

Quando experiências assim se repetem (em especial na infância, dentro das relações mais próximas) podem dar origem ao que a clínica chama de trauma relacional e, em alguns casos, ao transtorno de estresse pós-traumático complexo (TEPT-C): um quadro em que hipervigilância, sensação de vazio, dificuldade de confiar e padrões repetitivos nos vínculos se entrelaçam.

O PROCESSO TERAPÊUTICO

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faça terapia especializada.

Sinais de que o trauma precisa de tratamento

Alguns sinais indicam que o psiquismo está lidando sozinho com algo maior do que consegue elaborar:

  • Viver no "modo sobrevivência": tensão constante, sono ruim, sobressaltos;

  • Repetir ciclos de dor emocional  nos relacionamentos, no trabalho, na família;

  • Sintomas persistentes de ansiedade, crises de pânico, irritabilidade ou apatia;

  • Episódios de desconexão ou dissociação, sentir-se fora de si, assistindo a própria vida;

  • Evitar lugares, pessoas ou assuntos que despertem memórias difíceis;

  • Uma experiência recente que desorganizou seu equilíbrio emocional e não passa.

Se dois ou três desses sinais fazem parte do seu cotidiano há semanas ou meses, procurar ajuda profissional não é precipitação, é cuidado.

Shocked robber victim crying at night street, panic attack, psychological trauma.jpg

O impacto emocional que um evento ou relacionamento pode causar

Os traumas emocionais têm duas origens principais. Os traumas de evento único: situações pontuais como ataques e invasões ao campo pessoal de alguém.

 

E os traumas de repetição, que nascem não de um episódio, mas de um ambiente: negligência afetiva na infância, humilhações constantes, violência doméstica, abuso, relações prolongadas com pessoas imprevisíveis ou controladoras.

 

O que define o trauma, porém, não é o tamanho do evento aos olhos dos outros, mas o que ele significou para quem o viveu.

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Como funciona a terapia psicanalítica para traumas psicológicos

Na psicanálise, o trauma não é apenas o que aconteceu, é aquilo que não pôde ser representado, entendido, aceito: a parte do vivido que não encontrou palavras e que, por isso, continua agindo em silêncio. Se repetindo.

Por isso, o tratamento não se organiza em torno do controle do sintoma, mas da elaboração.

 

Por meio da fala, da relação terapêutica, das conexões, interpretações e do tempo próprio de cada pessoa, aquilo que só existia como angústia, desorganização ou repetição começa a ganhar forma, sentido e lugar na própria história.

Ao longo do processo, é comum que a pessoa passe a se aproximar dos próprios afetos com menos medo e menos rigidez e descubra que pode senti-los sem ser destruído por eles.

Essa diferença no tratamento que ofereço não é apenas teórica: uma revisão publicada na American Psychologist (Shedler, 2010) mostrou que os efeitos da terapia psicodinâmica são comparáveis aos das abordagens ditas "baseadas em evidências"  com uma particularidade: os ganhos tendem a se manter e até crescer após o término do tratamento, indicando mudança estrutural, e não apenas alívio momentâneo.

Não se trata de "superar o evento traumático" como quem fecha um capítulo e finge que ele não existiu. Trata-se de se apropriar da própria história sem ser mais comandada por ela. A memória permanece; o domínio que ela exercia, não.

E as outras abordagens? Terapia EMDR, Psicoterapia TCC e outras terapias para tratar traumas

Quem pesquisa tratamento para trauma encontra várias abordagens, e é legítimo querer entender as diferenças.

EMDR, movimentos oculares utiliza estimulação bilateral para reprocessar memórias traumáticas e tem bons resultados documentados em traumas de evento único, especialmente recentes.

Terapia cognitivo-comportamental (TCC), dessensibilização e reprocessamento trabalha a identificação e reestruturação de pensamentos e comportamentos, com protocolos específicos para TEPT que ajudam muitas pessoas no manejo de sintomas.

Abordagens somáticas, narrativas e de grupo também têm seu lugar, sobretudo como recursos complementares de regulação e apoio.

A psicoterapia psicanalítica se diferencia pelo alcance: em vez de focar a memória traumática isolada ou o sintoma pontual, ela trabalha a forma como o trauma se estruturou na personalidade, nas relações e no modo de estar no mundo. As estratégias de enfrentamento são construídas de forma muito pessoal. Por isso costuma ser a escolha indicada quando o trauma é antigo, repetido ou relacional quando não há "um evento" a reprocessar, mas uma história inteira a elaborar.

Para quem este atendimento é indicado

A ajuda de um profissional é indicada para adultos que:

Qual é o Melhor tipo de terapia para o trauma?

O melhor tipo de terapia para o trauma pode variar de pessoa para pessoa, dependendo de suas necessidades individuais e condições específicas. Ao analisar a tabela a seguir, você pode identificar a abordagem que melhor atenda às suas expectativas e possibilidades. 

Os sintomas de um trauma:
Um exemplo de como o processo acontece

A vinheta a seguir é ilustrativa: uma composição fictícia criada para mostrar como o trabalho analítico se desenvolve, sem corresponder a nenhuma pessoa atendida.

Imagine alguém que aprendeu, muito cedo, que sentir era perigoso. Que cresceu num ambiente imprevisível, onde demonstrar raiva, medo ou até alegria podia custar caro e que desenvolveu, como proteção, uma espécie de neutralidade: não chorar, não se irritar, não se entusiasmar. Simplesmente sobreviver.

Na análise, esse tipo de couraça não é atacada; é compreendida. Primeiro, costuma aparecer nos sonhos, nos lapsos, nos silêncios que dizem muito. Com o tempo e a segurança do vínculo terapêutico, o que precisou ser calado começa a encontrar expressão e a pessoa descobre que pode sentir sem se desorganizar.

O objetivo não é reviver a dor, mas devolver a ela um lugar simbólico para que deixe de comandar o presente por baixo dos panos.

PSICOTERAPIA ESPECIALIZADA

Atendimento presencial e online

O tratamento pode ser realizado presencialmente, no consultório na Avenida Paulista, em São Paulo, ou online, com o mesmo sigilo e a mesma qualidade de escuta, para quem está em qualquer cidade do Brasil ou no exterior.

Atendo brasileiros que vivem fora do país há dez anos, com cadastro na plataforma e-Psi do Conselho Federal de Psicologia. Para o trabalho com trauma, o que sustenta o processo é a constância do vínculo e ela se constrói tanto no consultório quanto na tela.

Horários: segunda a quinta, das 8h às 19h (horário de Brasília).

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a terapia para trauma? Não há prazo fixo. Traumas de evento único recente podem se elaborar em menos tempo; traumas relacionais e complexos, formados ao longo de anos, pedem um trabalho mais extenso. O ritmo é singular e é respeitado, o que posso afirmar é que os efeitos do processo costumam ser percebidos nas primeiras semanas.

Vou precisar falar sobre o que aconteceu logo nas primeiras sessões? Não. Na abordagem psicanalítica, nada é forçado. Muitas pessoas passam um tempo falando "ao redor" do trauma antes de conseguir tocá-lo e isso faz parte do processo, não é atraso. A elaboração acontece no tempo em que se torna possível.

Terapia online funciona para tratar trauma? Sim. O elemento central do tratamento é o vínculo e a regularidade da escuta, que se sustentam plenamente no atendimento online. Para quem mora fora do Brasil ou longe de São Paulo, é a via que torna o trabalho possível.

Qual a diferença entre trauma psicológico e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)? Trauma psicológico é a experiência psíquica; TEPT e TEPT-C são quadros clínicos que podem (ou não) se desenvolver a partir dela. Nem toda pessoa traumatizada desenvolve TEPT, mas todo sofrimento traumático merece cuidado, com ou sem diagnóstico.

Quais são as consequências do trauma psicológico a longo prazo? Quando não elaborado, o trauma tende a se expressar em ansiedade crônica, estado de alerta constante, entorpecimento emocional, dificuldade de confiar e padrões que se repetem nos relacionamentos, no trabalho e na relação consigo. Com o tempo, essas marcas podem se estruturar em quadros como depressão, síndrome do pânico e TEPT complexo, por isso o tratamento é importante mesmo anos após o ocorrido.

Como encontrar um psicólogo ou terapeuta especializado em traumas? Verifique se o profissional possui registro ativo no CRP, formação sólida e experiência declarada no trabalho com traumas e se a abordagem é adequada ao seu caso: traumas antigos, repetidos ou relacionais costumam pedir psicoterapias de maior profundidade, como a psicanalítica. Eu trabalho com foco em traumas e ofereço o tratamento descrito nesta página.

Preciso de encaminhamento ou diagnóstico para começar? Não. Basta entrar em contato. A avaliação do seu caso e do melhor caminho faz parte das primeiras conversas que teremos.

Sobre a psicóloga

Bruna Lima — Psicóloga clínica e psicanalista | CRP 06/130409

Psicóloga com mais de 10 anos de experiência clínica, com formação em psicanálise pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, pelo Instituto Brasileiro de Psicanálise e pelo Instituto Sedes Sapientiae.

 

Pesquisa e escreve sobre trauma relacional e suas consequências na vida adulta, com produção acadêmica na área. Atende adultos em São Paulo e online, incluindo brasileiros no exterior (cadastro e-Psi/CFP).

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Fontes

As informações apresentadas neste artigo foram fundamentadas em fontes confiáveis e estudos científicos relevantes. Abaixo, listamos as principais referências utilizadas na pesquisa:

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RANK, Otto. O trauma do nascimento. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

FERENCZI, Sándor. Diários clínicos. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

WINNICOTT, Donald W. O ambiente e os processos de maturação: estudos sobre a teoria do desenvolvimento emocional. Porto Alegre: Artmed, 1983.

HERMAN, Judith L. T. e recuperação: da violência doméstica à violência política e sexual. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

GONZÁLEZ, Rosa Jaitin. A clínica do trauma.: psicanálise e situações extremas. São Paulo: Escuta, 2007.

KAËS, René. O trauma psíquico: estudos psicanalíticos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006.

BOLLAS, Christopher. O objeto transformacional. In: O momento freudiano. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.

GREEN, André. O trauma do negativo. São Paulo: Escuta, 1996.

KUPERMANN, Daniel. Clínica psicanalítica dos traumas precoces. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2013.

BENJAMIN, Jessica. Os laços do amor: psicanálise, feminismo e o problema da dominação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995.

SHEDLER, Jonathan. The efficacy of psychodynamic psychotherapy. American Psychologist, v. 65, n. 2, p. 98–109, 2010. DOI: 10.1037/a0018378.

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